sábado, 19 de março de 2011

A Guerra Fria.


Corrida nuclear

Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e URSS após a II Guerra Mundial. É uma intensa guerra econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência. Ela divide o mundo em dois blocos, com sistemas econômico e político opostos: o chamado mundo capitalista, liderado pelos EUA, e o mundo comunista, encabeçado pela URSS. Provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos e coloca o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.

Após a II Guerra Mundial, os soviéticos controlam os países do Leste Europeu e os norte-americanos tentam manter o resto da Europa sob sua influência. Apoiado na Doutrina Truman – segundo a qual cabe aos EUA a defesa do mundo capitalista diante do avanço do comunismo –, o governo norte-americano presta ajuda militar e econômica aos países que se opõem à expansão comunista e auxilia a instalação de ditaduras militares na América Latina. O Plano Marshall, por exemplo, resulta na injeção de US$ 13 bilhões na Europa. A URSS adota uma política isolacionista, a chamada Cortina de Ferro. Ajudada pelo Exército Vermelho, transforma os governos do Leste Europeu em satélites de Moscou.

Nos anos 50 e 60, a política norte-americana de contenção da expansão comunista leva à participação da nação na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã. A Guerra Fria repercute na própria política interna dos EUA, com o chamado macarthismo, que desencadeia no país uma onda de perseguição a supostos simpatizantes comunistas.

Corrida nuclear – A Guerra Fria amplia-se a partir de 1949, quando os soviéticos explodem sua primeira bomba atômica e inauguram a corrida nuclear. Os EUA testam novas armas nucleares no atol de Bikini, no Pacífico, e, em 1952, explodem a primeira bomba de hidrogênio. A URSS lança a sua em 1955. As superpotências criam blocos militares reunindo seus aliados, como a Otan, que agrega os anticomunistas, e o Pacto de Varsóvia, do bloco socialista.

Com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, os EUA ameaçam um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe. A URSS recua e retira os mísseis. O perigo nuclear aumenta com a entrada do Reino Unido, da França e da China no rol dos detentores de armas nucleares. Em 1973, as superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, fato conhecido como Política da Détente. Esse acordo dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov, a tensão e a guerra ideológica entre as superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada e, aos poucos, dissolvem-se os regimes comunistas do Leste Europeu. Com a desintegração da própria URSS, em 1991, o conflito entre capitalismo e comunismo cede lugar às contradições existentes entre o hemisfério norte, que reúne os países desenvolvidos, e o hemisfério sul, onde está a maioria dos subdesenvolvidos.


Alemanha


Ocupando posição central na Europa, a Alemanha abriga a segunda maior população do continente europeu, superada numericamente apenas pela Federação Russa. Cerca de metade de seus habitantes mora em vilas ou cidades com menos de 100 mil pessoas. O território alemão compreende planícies ao norte, planaltos no centro e os Alpes no sul. Nas últimas décadas, o país torna-se um pólo de imigração: ali vivem mais de 7 milhões de estrangeiros, vindos, sobretudo, da Turquia, da ex-Iugoslávia e de outras nações européias. Essa presença alimenta um crescente sentimento xenófobo em setores da sociedade alemã. Fortemente industrializada, a Alemanha possui o terceiro maior PIB do mundo, depois dos Estados Unidos e do Japão, e destaca-se no comércio e nas finanças internacionais.

Derrotado em duas guerras mundiais, o país esteve dividido por 40 anos em Alemanha Ocidental e Oriental, funcionando como pilar do equilíbrio geopolítico estabelecido na Europa durante a Guerra Fria. A queda do Muro de Berlim , em 1989, marca o início da reunificação da Alemanha, reforçando seu papel como país-chave no cenário mundial e no processo de adoção do euro, a moeda da União Européia (UE). Embora a integração já tenha se completado, permanecem profundas disparidades entre o oeste e o leste da nação. O alto custo do processo de reunificação agravou seus problemas econômicos, sobretudo o desemprego.

HISTÓRIA - Sua origem remonta ao século X a.C., quando tribos teutônicas se instalam no atual território da Alemanha. A região é conquistada por Júlio César em 53 a.C. Com a desintegração do Império Romano, em 476, são criados vários reinos germânicos, consolidados pelo imperador franco Carlos Magno entre 772 e 802. Além de anexar a Saxônia, a Baviera, a Renânia e outras terras ao domínio do Sacro Império Romano, Carlos Magno converte os germânicos ao cristianismo. O domínio franco encerra-se em 911, com a eleição, pelos duques germânicos, de Konrad I, o primeiro rei da Alemanha. Em 962, Otto I passa a ser o imperador do Sacro Império Romano-Germânico (o I Reich). Entre os séculos XI e XII, o domínio germânico expande-se a leste, mas as lutas entre os príncipes e os conflitos com o papado enfraquecem a centralização monárquica. A Reforma Protestante e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) contribuem para manter a fragmentação política.

Unificação - Em 1815, após o fim das guerras napoleônicas, é organizada a Confederação Germânica, sob hegemonia da Áustria e da Prússia. A região tem vigoroso crescimento econômico a partir de 1834, com a criação de uma união aduaneira. As revoluções populares de 1848, marcadas pelo nacionalismo e por aspirações liberais, levam à formação do primeiro Parlamento germânico. Em 1862, Otto von Bismarck torna-se chanceler da Prússia, introduzindo um programa de desenvolvimento industrial e modernização do Exército. A unificação alemã envolve guerras contra a Dinamarca (1864), a Áustria (1866) e a França (1870). Em 1871, Guilherme I é proclamado kaiser (imperador) do II Reich. A partir de 1880, a nação conhece uma fase de expansão econômica e colonial.

Sob Guilherme II, a Alemanha apóia o Império Austro-Húngaro contra a Rússia, o que leva o país à I Guerra Mundial. Com a derrota, a república é proclamada em 1919 na cidade de Weimar. O Tratado de Versalhes, que coloca fim ao conflito, proíbe o rearmamento alemão, impõe perdas territoriais e estabelece pesadas reparações de guerra. A República de Weimar (1919-1933) vive uma grave crise econômica e social. A inflação dispara em decorrência da emissão de moeda para o pagamento das dívidas de guerra. Em 1924, o país reorganiza seu sistema monetário e estimula a indústria. Por cinco anos vive em relativa paz e prosperidade, até ser atingido pela crise mundial de 1929. Milhões de desempregados juntam-se ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o partido nazista, liderado por Adolf Hitler.

Nazismo - Em 1933, Hitler torna-se chanceler e transforma a Alemanha em uma ditadura dominada pelo partido nazista, chamada de III Reich. Inicia o rearmamento do país e suprime liberdades políticas e civis. Em 1938, a Áustria e os Sudetos, região de língua alemã da então Tchecoslováquia, são anexados por Hitler. A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, desencadeia a II Guerra Mundial. A Alemanha forma uma aliança militar com a Itália e o Japão, conhecida como Eixo, que obtém vitórias expressivas entre 1940 e 1942. Os nazistas criam campos de concentração e eliminam milhões de oposicionistas, judeus, ciganos e homossexuais. Após a derrota para os soviéticos na Batalha de Stalingrado, em 1943, o III Reich começa a ser expulso dos territórios ocupados. Em 1945, tropas aliadas invadem a Alemanha. O país rende-se incondicionalmente à União Soviética (URSS), aos Estados Unidos (EUA), ao Reino Unido e à França. Pelos acordos de Yalta e Potsdam, a Alemanha é dividida pelos Aliados: os ocidentais ocupam o oeste e os soviéticos, o leste. O país perde territórios para a Polônia e a URSS.

Guerra Fria - Em 1949, são criadas a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental), socialista. No governo do primeiro-ministro Konrad Adenauer (de 1949 a 1963), da União Democrata-Cristã (CDU), a RFA vive uma fase de prosperidade econômica, estimulada pelo Plano Marshall.

As duas repúblicas alemãs tornam-se o centro do conflito entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Em 1948, os soviéticos ordenam o bloqueio de Berlim, que é rompido por uma gigantesca ponte aérea dos EUA. Uma revolta de trabalhadores em Berlim Oriental é esmagada pelo Exército soviético em 1953. Em 1955, a Alemanha Ocidental ingressa na Otan, a aliança militar ocidental. A Alemanha Oriental reage e adere, no mesmo ano, ao Pacto de Varsóvia, bloco militar liderado pela URSS. Em 1961, autoridades orientais constroem o Muro de Berlim com a finalidade de deter o fluxo de refugiados para o Ocidente. A aproximação entre as duas Alemanhas inicia-se no final dos anos 60. Em 1973, RDA e RFA entram na ONU como dois Estados soberanos.

Queda do Muro de Berlim - O dirigente alemão oriental Erich Honecker, no poder desde 1971, resiste à liberalização no bloco comunista, deflagrada em meados da década de 80 pela URSS. Em 1989, milhares de alemães orientais fogem para a Alemanha Ocidental pela Hungria e Áustria. Em outubro, manifestações pró-democracia levam à substituição do linha-dura Honecker por Egon Krenz. No mês seguinte, sob pressão, ele ordena a abertura do Muro de Berlim, que é derrubado, a seguir, pela população enfurecida. O episódio dá início ao processo de reunificação. Na primeira eleição livre da RDA, em 1990, vence a Aliança pela Alemanha, pró-unificação. Impulsionada pelo chanceler da RFA, Helmut Kohl (da CDU), realiza-se a união monetária (julho) e política (outubro). O Exército alemão oriental é extinto e o novo Parlamento confirma Kohl no cargo de chanceler.

Alemanha reunificada - O país paga um preço alto pela reunificação. A desmontagem do parque produtivo da parte oriental provoca desemprego maciço. Num clima social tenso, imigrantes sofrem atentados de grupos neonazistas. Benefícios previdenciários e garantias trabalhistas são revisto s em nome da competitividade da indústria alemã. Apesar dos protestos, o governo impõe, em 1996, um programa de austeridade, com corte de benefícios previdenciários. A vitória do Partido Social-Democrata (SPD) nas eleições de 1998 encerra 16 anos de governo Kohl e representa a maior derrota eleitoral da CDU no pós-guerra. Como não obtém maioria parlamentar, o SPD coliga-se com o Partido Verde e elege chanceler o líder social-democrata Gerhard Schröder.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Em janeiro de 1999 é lançado o euro, a moeda única adotada por onze países da UE, incluindo a Alemanha. Em maio, o Parlamento escolhe Johannes Rau, do SPD, para a Presidência da República. Aprova também nova lei de nacionalidade, que substitui o direito de sangue pelo de solo e permite a 3,5 milhões de estrangeiros obter cidadania alemã. Determinado a reduzir gastos com benefícios sociais e previdenciários do Estado alemão, Schröder anuncia, em junho de 1999, um plano de reformas estruturais que pretende cortar a participação estatal na economia em 8% até 2002. As medidas contrariam promessas de campanha. A falta de resultados efetivos contra o desemprego, aliada ao programa de austeridade, leva o SPD à derrota em cinco estados nas eleições regionais. Em agosto de 1999, Berlim retoma a condição de capital alemã, perdida após o fim da II Guerra, e o Parlamento instala-se no Reichstag restaurado.

Escândalo na CDU - A investigação criminal sobre pagamento de suborno na venda de armas para a Arábia Saudita dá início, em dezembro de 1999, ao maior escândalo político recente na Alemanha. A justiça descobre que o ex-chanceler Helmut Kohl recebeu contribuições ilegais de várias empresas, no valor de 1 milhão de dólares. Surgem denúncias de que ele sabia de suborno na venda de armas, na privatização de uma indústria estatal da ex-RDA e de que teria eliminado arquivos comprometedores. Uma comissão parlamentar de inquérito é instaurada. Kohl admite a existência de contas secretas da CDU, controladas por ele. Em janeiro de 2000 renuncia à presidência honorária do partido mas se recusa a revelar nomes dos doadores. Em fevereiro, o líder da CDU, Wolfgang Schäuble, também envolvido no escândalo, deixa a presidência do partido e é substituído por Angela Merkel.

Usinas nucleares - O governo Schröder firma, em junho de 2000, um compromisso de fechamento das centrais atômicas do país até 2021, atendendo, assim, à principal reivindicação de seu aliado, o Partido Verde. No mês seguinte, o país cria um fundo de 4,8 bilhões de dólares para indenizar vítimas de trabalhos forçados durante o regime nazista. A onda de violência contra estrangeiros intensifica-se em 2000. Um ataque a bomba em Düsseldorf fere dez imigrantes - seis deles judeus - e leva o governo a criar um comitê que estudará medidas para conter os grupos neonazistas e skinheads. As autoridades iniciam processo para banir o Partido Nacional Democrático, de extrema direita.

10 anos de reunificação - Os alemães comemoram o décimo aniversário da reunificação do país em 3 de outubro de 2000. Desgastado pelo escândalo de corrupção na CDU, Helmut Kohl , tido como o "pai da reunificação", não comparece aos festejos oficiais em Dresden, cidade da antiga RDA. Na última década, o empenho na integração das duas Alemanhas consome cerca de 500 bilhões de dólares em investimentos mundiais - valor equivalente ao PIB da Espanha. As obras de reconstrução na extinta RDA trazem resultados palpáveis, como atesta o vertiginoso crescimento econômico do estado da Turíngia (68,4% entre 1992 e 1998), o principal pólo industrial do leste alemão. O alto investimento com a reunificação, porém, não consegue apagar as profundas disparidades sociais e econômicas que ainda existem no país. Embora tenha diminuído nesta década, o índice de desemprego no leste (na casa dos 17%) é quase três vezes maior do que no lado ocidental. E a produtividade das empresas orientais é a metade daquela verificada no ocidente.
DADOS GERAIS

REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA (Bundesrepublik Deutschland).

CAPITAL - Berlim.

NACIONALIDADE - alemã.

DATA NACIONAL - 3 de outubro (Reunificação).

GEOGRAFIA - Localização: centro-norte da Europa. Hora local: +4h. Área: 356.733 km2. Clima: temperado. Área de floresta: 107 mil km2 (1995). Cidades principais: Berlim (3.446.600), Hamburgo (1.706.800), Munique (1.216.500), Colônia (965.000), Frankfurt-am-Main (646.800) (1997).

POPULAÇÃO - 82,2 milhões (2000); composição: alemães 95%, turcos 2%, outros 3% (1996). Idioma: alemão (oficial), dialetos regionais. Religião: cristianismo 85,1% (católicos 42,9%, luteranos 41,6%, calvinistas 0,6%), islamismo 2,7%, judaísmo 0,1%, outras 12,1% (ex-Alemanha Ocidental) (1987); cristianismo 54% (protestantes 47%, católicos 7%), sem filiação 46% (ex-Alemanha Oriental) (1990). Densidade: 230,42 hab./km2. População urbana: 87% (1998). Crescimento demográfico: 0,1% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,3 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 74/80 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 5‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,911 (1998).

GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa: 16 estados. Chefe de Estado: presidente Johannes Rau (SPD) (desde 1999). Chefe de governo: chanceler Gerhard Schröder (SPD) (desde 1998). Principais partidos: Social-Democrata (SPD), União Democrata-Cristã (CDU), União Social-Cristã (CSU), Verde. Legislativo: bicameral - Conselho Federal, com 69 membros que representam os estados (o número de cadeiras e os mandatos variam de acordo com o estado); Assembléia Federal, com 672 deputados eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1949.

ECONOMIA - Moeda: marco alemão; cotação para US$ 1: 2,06 (jul./2000). PIB: US$ 2,1 trilhões (1998). PIB agropecuária: 1,3%; PIB indústria: 30,7%; PIB serviços: 68% (1998). Crescimento do PIB: 1,5% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 26.570 (1998). Força de trabalho: 41 milhões (1998). Agricultura: batata, beterraba, cevada, trigo. Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves. Pesca: 318,8 mil t (1997). Mineração: carvão, linhito, sais de potássio, turfa. Indústria: equipamentos de transporte, máquinas (não elétricas), alimentícia, química, automobilística. Exportações: US$ 539,7 bilhões (1998). Importações: US$ 466,6 bilhões (1998). Parceiros comerciais: países-membros da UE (principal: França).

DEFESA - Efetivo total: 333,5 mil (1998). Gastos: US$ 32,4 bilhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, G-7, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE . Embaixada: Tel. (061) 443-7330, fax (061) 443-7508, e-mail: germanembassy@zaz.com.br - Brasília, DF.
Federação Russa


Palco da primeira revolução socialista da história, a Federação Russa é tradicionalmente chamada de Rússia, república hegemônica da antiga União Soviética (URSS). Desde o fim da Guerra Fria, no início dos anos 90, procura redefinir seu papel no cenário mundial e, ao mesmo tempo, solucionar os problemas internos decorrentes da queda do comunismo. A transição para o livre mercado mergulha sua economia no pior período de instabilidade do pós-guerra, situação agravada em 1998, quando se torna o centro da crise financeira mundial. O governo enfrenta ainda o aumento do crime organizado e movimentos nacionalistas na Chechênia e no Daguestão, que ameaçam a unidade do país, composta de pelo menos 80 etnias.

A Federação Russa é a maior nação do mundo. Mais de 10 mil km e onze fusos horários separam Sochi, no oeste, de Vladivostok, no extremo leste. Seu vasto território alcança dois continentes, a Europa e a Ásia. A parte européia, delimitada pelos montes Urais, reúne quatro quintos da população e as principais cidades, entre elas a capital, Moscou, e a imperial São Petersburgo. As planícies inóspitas da Sibéria, na porção asiática, concentram as ricas reservas minerais que fazem do país um dos líderes mundiais na produção de carvão, petróleo e gás natural. A grande extensão territorial, porém, esconde uma fragilidade geopolítica: a existência de poucas saídas para águas navegáveis. Com uma longa costa gelada nos mares Glacial Ártico e de Bering, restam portos estratégicos nos mares Negro, Báltico e de Barents.

HISTÓRIA - Os vikings se estabelecem na região no século IX e fundam as cidades de Kiev e Nijni Novgorod. No século XIII, os mongóis, liderados por Genghis Khan, conquistam grande parte do território. No século XIV, Moscou passa a ser o núcleo da nação russa. Ivan IV, o Terrível adota o título de czar (inspirado no césar latino) no século XVI e adota uma política expansionista. Ele submete a classe aristocrática dos boiardos (abaixo dos príncipes na hierarquia nobiliárquica russa) à centralização do Estado e expande o domínio de Moscou.

Modernização - No século XVIII, Pedro I, o Grande promove amplo programa de modernização e funda a cidade de São Petersburgo, que se torna a capital do Império em 1712. No reinado de Catarina II, a Grande, no final do século XVIII, a Rússia participa com a Áustria e a Prússia da partilha da Polônia, transformando-se na maior potência da Europa Oriental. Os czares têm o apoio da Igreja Ortodoxa russa e governam com poder absoluto - o regime de servidão é abolido apenas em 1861. A aristocracia é riquíssima, enquanto a imensa maioria da população vive na miséria. Os czares russos estimulam o anti-semitismo e patrocinam pogroms - atos de violência coletiva contra os judeus. Com a industrialização, a partir de 1890 surgem os centros operários urbanos e os grupos de inspiração marxista, entre os quais se destaca o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR).

Revolução Russa - Em 1905, a derrota da Rússia na guerra contra o Japão pela posse da Manchúria desencadeia um movimento revolucionário que enfraquece o regime do czar Nicolau II, obrigando-o a limitar seus poderes. A participação russa na I Guerra Mundial, com grandes perdas humanas e materiais, ajuda a pôr fim ao czarismo: em março de 1917 (fevereiro pelo calendário juliano), Nicolau II é derrubado. A Revolução de Fevereiro é liderada pela ala moderada (menchevique) do POSDR e substitui a monarquia pela república parlamentar. São formados os sovietes - assembléias de operários, camponeses e soldados influenciados pela ala radical (bolchevique), que mais tarde daria origem ao Partido Comunista. O novo governo menchevique, porém, ao insistir na participação da Rússia na guerra, perde o apoio popular. O líder bolchevique Lênin lança a famosa palavra de ordem: "Todo o poder aos sovietes". Em novembro de 1917 (outubro pelo calendário juliano), uma insurreição chefiada pelos bolcheviques leva ao poder um governo revolucionário encabeçado por Lênin.

Regime comunista - Lênin distribui terras a camponeses e transfere o controle das indústrias a representantes dos operários. O domínio total sobre o país, no entanto, só é alcançado após quatro anos de guerra civil, durante a qual o Exército Vermelho (bolchevique), criado por Leon Trótski , enfrenta várias forças de oposição - mencheviques, czaristas, Forças Armadas de potências estrangeiras e grupos nacionalistas de etnias não russas. Em 1922 é criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), sob regime comunista , reunindo os territórios que antes pertenciam ao Império Russo.

Stalinismo - Com a morte de Lênin, em 1924, Josef Stálin assume o controle do Partido Comunista e do governo soviético. Sua política de coletivização forçada das terras, a partir de 1929, provoca a morte de 10 milhões de camponeses por fome ou execução. Ele também combate as tendências autonomistas dos povos não russos. Com os Processos de Moscou, iniciados em 1936, nos quais julgamentos sumários podiam resultar em penas que iam da deportação ao fuzilamento, Stálin leva à morte a maioria dos antigos dirigentes bolcheviques. Trótski é assassinado em 1940, no México, por um agente secreto. Em 1941, a Alemanha nazista invade a URSS. O avanço das tropas alemãs em território soviético só é interrompido em 1943, na Batalha de Stalingrado, que muda o curso da II Guerra Mundial. Em 1945, a URSS emerge como a segunda maior potência do mundo, submetendo o Leste Europeu. A economia, no entanto, está arruinada, e as mortes provocadas pelo conflito chegam a 20 milhões.

Guerra Fria - Os EUA reagem ao poder soviético, comprometendo-se a impedir a expansão comunista. O mundo é dividido em dois grandes blocos geopolíticos antagônicos, dando início a um processo que passa à história como Guerra Fria. Após a morte de Stálin, em 1953, uma junta liderada por Nikita Khruchov sobe ao poder. Três anos depois, Khruchov denuncia os crimes de Stálin. É o começo do "degelo", período em que os soviéticos desfrutam moderada abertura política, o que propicia o surgimento de um movimento anti-soviético na Hungria, em 1956, subjugado por tropas do Pacto de Varsóvia . No quadro da Guerra Fria, o confronto entre URSS e EUA coloca o mundo à beira de um conflito nuclear em 1962, quando Khruchov tenta instalar mísseis em Cuba . A crise só é encerrada quando a URSS os retira da ilha.

Era Bréjnev - Em 1964, um golpe no interior da cúpula dirigente soviética derruba Khruchov e instala o linha-dura Leonid Bréjnev no poder. Em 1968, a URSS reprime o processo de democratização da Tchecoslováquia, conhecido como Primavera de Praga , pondo em prática a Doutrina Bréjnev, pela qual Moscou passa a intervir militarmente onde o modelo ou a influência soviética estiver sob ameaça. A mesma premissa leva à invasão do Afeganistão , em 1979, que se prolonga por dez anos.

Reformas - Em 1982, quando morre Bréjnev, o regime soviético mostra sinais de fragilidade, expressos até na condição física de seus dirigentes. Iuri Andrópov, que substitui Bréjnev, morre 15 meses depois de assumir o cargo; seu sucessor, Konstantin Tchernenko, após 13 meses. Mikhail Gorbatchov assume o poder a partir de março de 1985 e dá início às reformas que resultariam no fim da URSS. São duas as suas palavras de ordem: glasnost (transparência) e perestroika (reestruturação).           A primeira representa notável abrandamento da censura e a segunda introduz critérios de eficiência na gestão da economia, seriamente prejudicada por décadas de burocracia e corrupção. No plano externo, Gorbatchov prega o esforço para o desarmamento e a ampliação do diálogo com os EUA. Em 1986 anuncia moratória unilateral dos testes nucleares subterrâneos. Em 1989 determina a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão. As exigências de aceleração das reformas conquistam o apoio popular e frustram as expectativas de Gorbatchov de promover um processo de abertura gradual. Cresce o prestígio do dirigente populista Boris Iéltsin , chefe do PC de Moscou, que em março de 1990 é eleito presidente do Soviete Supremo da URSS.

Fim da URSS - Em agosto de 1991, setores conservadores do Partido Comunista e das Forças Armadas dão um golpe de Estado, prendem Gorbatchov e tentam restaurar a linha dura no governo soviético. A firme oposição de Iéltsin e a mobilização da população de Moscou e Leningrado levam ao fracasso do golpe. Fortalecido, Iéltsin promove a desmontagem das principais instituições da URSS, esvaziando a autoridade de Gorbatchov. Ele renuncia em dezembro de 1991, e a nação deixa de existir. Em seu lugar surgem várias repúblicas, das quais a principal é a Federação Russa, que elege Iéltsin para presidente. É criada a Comunidade dos Estados Independentes ( CEI ), um fórum de coordenação política e econômica entre 12 das 15 ex-repúblicas soviéticas.

Transição - Em 1992, Iéltsin anuncia um programa radical de desestatização e liberalização econômica. A transição para o capitalismo gera inflação, recessão, desemprego e crescimento do crime organizado. As máfias ganham espaço em vários setores da economia. Em dezembro, o primeiro-ministro, Yegor Gaidar, autor do programa de reformas, renuncia e é substituído por Viktor Tchernomírdin, de linha centrista. O ano de 1993 é marcado pelo confronto aberto entre o presidente e o Legislativo, que se opõe às reformas. O conflito resulta na votação da demissão de Iéltsin, respondida pelo presidente com o bombardeio do Parlamento, em que morrem mais de 300 pessoas. Respaldado pelas Forças Armadas, Iéltsin reforma a Constituição e reforça seu poder.

Invasão da Chechênia - Em 1994, Iéltsin ordena a intervenção militar na Chechênia , pequena república russa do Cáucaso que se declarara independente em 1991. As forças russas bombardeiam a capital chechena, Grozny, matando milhares de civis e restabelecendo o controle sobre a cidade. O cessar-fogo é acertado em 1996, e, em maio de 1997, um acordo de paz adia para 2001 a decisão sobre o status político da Chechênia.

Iéltsin reeleito - Nas eleições parlamentares de 1995, os comunistas russos e seus aliados obtêm a maioria das cadeiras. Iéltsin é reeleito em julho de 1996, apesar do agravamento de seu estado de saúde - entre 1995 e 1996 sofre três ataques cardíacos e recebe cinco pontes de safena. Em maio de 1997, Iéltsin firma um acordo de cooperação estratégica com a Otan , aceitando a entrada de países do antigo bloco comunista na aliança militar ocidental em troca da participação da Federação Russa no Grupo dos Sete ( G7 ) - organismo que reúne os sete países mais ricos do mundo. Em março de 1998, o presidente russo destitui Tchernomírdin e nomeia para o posto de primeiro-ministro Serguei Kirienko, de 35 anos, que promete avançar nas reformas pró-capitalistas.

Em julho, 80 anos depois do fuzilamento da família real russa pelo Exército Vermelho, os restos do czar Nicolau II, da czarina e de seus filhos são enterrados com honras de Estado na Catedral de São Petersburgo. Os ossos tinham sido desenterrados da vala comum onde permaneceram escondidos desde o assassinato coletivo, na Sibéria, em 1918.

Crise econômica - Com a economia em sérias dificuldades - reservas internacionais reduzidas a 17 bilhões de dólares, exportações em queda, atraso nos salários do funcionalismo público e das Forças Armadas, entre outros problemas -, a Federação Russa torna-se o centro da crise financeira mundial em agosto de 1998. Iéltsin declara moratória da dívida externa de empresas privadas, no valor de 40 bilhões de dólares, e adia o pagamento de 32 bilhões de dólares em títulos do governo prestes a vencer. A medida provoca quedas acentuadas nas bolsas de valores de todo o mundo. A moeda russa, o rublo, desvaloriza-se em cerca de 75% e o FMI e outras instituições aprovam um pacote de ajuda de 22 bilhões de dólares ao país. Em 1999, o desemprego atinge 14,2% da população economicamente ativa, e 35% dos russos vivem abaixo da linha da pobreza.

Como conseqüência da crise político-econômica, Iéltsin destitui, em agosto de 1998, o primeiro-ministro Kirienko e nomeia para o cargo pela segunda vez Tchernomírdin, defensor de maior centralismo estatal. A Duma (Câmara Baixa do Parlamento), porém, não aprova seu nome, e Iéltsin indica Ievguêni Primakov, que toma posse em setembro.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - A incerteza econômica, a saúde frágil de Iéltsin e os contínuos atritos entre o presidente e o Legislativo tornam a instabilidade política uma constante no país em 1999. Além disso, Iéltsin é acusado de aceitar dinheiro de uma empresa suíça de construção civil e se livra de uma tentativa de impeachment, em maio. No mesmo mês substitui Primakov por um aliado, Serguei Stepashin. Em agosto, demite Stepashin e nomeia Vladimir Putin, egresso do serviço secreto russo - o quinto primeiro-ministro em 19 meses. Desconhecido no cenário político, Putin ganha prestígio com a nova intervenção russa no Cáucaso, em agosto, e se torna o mais forte candidato à sucessão de Iéltsin, cujo mandato expira em junho de 2000. Os comunistas vencem as eleições parlamentares de dezembro, obtendo 24,29% das cadeiras. Mas os partidos de centro-direita conseguem, juntos, formar a maior bancada na Duma. O partido Unidade, lançado em apoio a Putin, recebe 23,32% dos votos.

Inesperadamente, porém, Iéltsin renuncia à Presidência em 31 de dezembro, num gesto interpretado como uma estratégia para assegurar a permanência de Putin no poder e evitar ser julgado por corrupção. Assim que assume interinamente o posto, Putin baixa um decreto garantindo imunidade a Iéltsin contra processos criminais e administrativos.

Atuação na Iugoslávia - O declínio da influência internacional do país é interrompido durante a campanha de bombardeios da Otan contra a Iugoslávia - tradicional aliada dos russos -, entre março e junho de 1999. A Federação Russa condena a ofensiva aérea e aceita o pedido da Otan de interceder junto ao presidente iugoslavo Slobodan Milosevic por uma solução para as hostilidades em Kosovo. A mediação russa torna-se elemento-chave para o acordo de paz assinado em junho, que determina a ocupação de Kosovo por uma Força de Segurança Internacional (KFOR). As potências ocidentais negam à Federação Russa uma zona de controle militar na região, e, em uma demonstração de força, um contingente russo se antecipa à chegada da Otan e ocupa o Aeroporto de Pristina. Um acordo no fim do mês autoriza a participação de 3,6 mil soldados russos na KFOR.

Guerra no Cáucaso - Em agosto de 1999, separatistas chechenos invadem o Daguestão, república russa no Cáucaso, e tentam criar um Estado islâmico. O primeiro-ministro Putin, que assume o cargo em meio à crise, envia tropas contra os rebeldes e eles são expulsos para a Chechênia. Seguem-se atentados a bomba em edifícios residenciais de Moscou e em outras cidades russas, que matam cerca de 300 pessoas em setembro. O governo responsabiliza os extremistas do Cáucaso pela onda de terror, bombardeia o território checheno e manda tropas para a república no fim de setembro, dando início à II Guerra da Chechênia. Os militares ocupam todo o norte checheno e arrasam Grozny em seguidos ataques aéreos, até a tomada da cidade, em fevereiro de 2000. Os separatistas partem, então, para táticas de guerrilha, impondo sérias baixas aos russos, que continuam os ataques aéreos contra os redutos rebeldes nas montanhas. O conflito leva cerca de 180 mil pessoas a refugiar-se na vizinha república russa da Ingushétia. Em junho, Putin impõe temporariamente o controle direto de Moscou sobre a Chechênia e nomeia o checheno Ahmed Kadyrov chefe da administração local.

Eleição de Putin - A ação do governo contra os rebeldes chechenos e a recuperação da economia em 1999 - graças ao aumento dos preços do petróleo, principal produto de exportação do país - elevam a popularidade de Putin e ele vence as eleições presidenciais de março com 52,94% dos votos. Seu principal rival, o comunista Zyuganov, obtém apenas 29,21%. Em maio, Putin toma posse, reitera seu compromisso com as reformas liberalizantes e designa Mikhail Kasyanov como primeiro-ministro. No mês seguinte, o presidente baixa um decreto em que divide o país em sete grandes regiões. A criação de mais uma categoria administrativa no país é ordenada com o objetivo de fortalecer seu poder sobre os dirigentes das 89 regiões russas. Apesar dos protestos contra as medidas centralizadoras, as propostas são aprovadas.

Em agosto, o naufrágio de um submarino nuclear russo no mar de Barents, no norte do país, provoca a morte de todos os 118 tripulantes e expõe a precariedade das Forças Armadas. A população culpa os militares e o governo pela demora na busca de ajuda internacional. Putin é criticado, mas sua popularidade continua alta.

DADOS GERAIS

Federação Russa (Rossíyskaya Federátsiya).

Capital - Moscou.

Nacionalidade - russa.

Data nacional - 12 de junho (Dia da Pátria).

GEOGRAFIA - Localização: uma parte no leste da Europa e outra no norte da Ásia. Hora local: +6h. Área: 17.075.400 km2. Clima: subpolar (extremo N), temperado continental (maior parte), de montanha (centro). Área de floresta: 7,6 milhões km2. (1995). Cidades principais: Moscou (8.400.000), São Petersburgo (4.200.000), Ninji Novgorov (1.400.000), Novosibirsk (1.400.000), Yekaterinburgo (1.300.000) (1996).

POPULAÇÃO - 146,9 milhões (2000); composição: russos 82%, tártaros 4%, ucranianos 3%, chuvaches 1%, outros 10% (1996). Idioma: russo (oficial), chuvache, calmuco, chechene. Religião: cristianismo 17,5% (ortodoxos 16,3%, católicos 0,3%, protestantes 0,9%), islamismo 10%, judaísmo 0,4%, outras 72,1% (maioria ateísta) (1995). Densidade: 8,6 hab./km2. População urbana: 77% (1998). Crescimento demográfico: -0,2% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,35 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 61/73 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 18‰ (1995-2000). Analfabetismo: 0,6% (2000). IDH (0-1): 0,771 (1998).

GOVERNO - República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 21 repúblicas, 1 região autônoma, 49 regiões administrativas, 6 províncias, 10 distritos autônomos e 2 cidades com status administrativo especial (Moscou e São Petersburgo). Chefe de Estado: presidente Vladimir Putin (desde 2000). Chefe de governo: primeiro-ministro Mikhail Kasyanov (desde 2000). Principais partidos: Comunista da Federação Russa (KPRF), Unidade, Mãe-Pátria/Nossa Casa É a Rússia (OVR), União das Forças de Direita (SPS). Legislativo: bicameral - Conselho da Federação, com 178 membros (os chefes da legislatura e do Executivo de cada uma das unidades territoriais do país); Duma, com 450 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1993

ECONOMIA - Moeda: rublo; cotação para US$ 1: 28,13 (jul./2000). PIB: US$ 276,6 bilhões (1998). PIB agropecuária: 7%; PIB indústria: 35%; PIB serviços: 58% (1998). Crescimento do PIB: -7% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 2.260 (1998). Força de trabalho: 78 milhões (1998). Agricultura: batata, trigo, cevada, outros cereais. Pecuária: suínos, bovinos, ovinos, aves. Pesca: 4,7 milhões t (1997). Mineração: cobre, minério de ferro, níquel, turfa, alumina, carvão, gás natural, petróleo. Indústria: alimentícia, máquinas, siderúrgica (ferro e aço), equipamentos de transporte, química. Exportações: US$ 73,9 bilhões (1998). Importações: US$ 59,2 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Ucrânia, Alemanha, Cazaquistão, EUA, Belarus, Suíça.

DEFESA - Efetivo total: 1,2 milhão (1998). Gastos: US$ 53,9 bilhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: CEI, Banco Mundial, FMI, G-7, ONU, Apec. Embaixada: Tel. (061) 223-3094, fax (061) 223-5094, e-mail: embrus@linkexpress.com.br - Brasília, DF.




Matéria do 1º Bimestre do Primeiro colegial 2005
Geopolítica

Método de análise que utiliza os conhecimentos da geografia física e humana para orientar a ação política do Estado. O pensamento geopolítico acompanha a humanidade desde seus primórdios. Mas é somente na passagem do século XIX para o século XX - com a consolidação das nações industriais e a disputa pelo controle dos recursos naturais - que a geopolítica é sistematizada.
 A disciplina nasce na Alemanha, em 1897, com a publicação de Geografia Política, principal livro do geógrafo Friedrich Ratzel (1844-1904). Nele, Ratzel afirma que o progresso está vinculado ao crescimento territorial. Em sua visão, "espaço é poder". Anos depois, a geopolítica recebe outra importante contribuição: a obra O Pivô Geográfico da História (1904), do inglês Halford Mackinder (1861-1947). Nela, Mackinder sustenta que a nação que controlar a Eurásia dominará o resto do mundo. Isso porque a região, chamada por ele de "heartland" (ou "pivô geográfico"), seria a maior área habitável do mundo. Já o sueco Rudolph Kjellen (1864-1922), em O Estado como Manifestação da Vida (1916), define o Estado como um organismo geográfico que se assemelha a um ser vivo, sujeito a nascimento, desenvolvimento, declínio e morte. Juntas, essas três obras clássicas constituem o fundamento da nova ciência.
 O surgimento da geopolítica na Alemanha tem relação direta com seu momento histórico. No fim do século XIX, o país emergia como potência, mas seu território se encontrava fragmentado em várias regiões. Dessa forma, a unificação territorial tornou-se estratégica para a consolidação do Estado alemão, ocorrida em 1871, sob a liderança de Bismarck. Posteriormente, a Alemanha nazista justifica suas pretensões expansionistas em direção às estepes férteis ucranianas e ao Cáucaso - rico em petróleo -, com a premissa de que o Estado precisa de espaço para sobreviver.
A doutrina geopolítica influencia a ação dos Estados contemporâneos em geral, independentemente da natureza de seu regime - democrático ou totalitário. Os Estados Unidos, por exemplo, intervêm na Guerra do Vietnã, baseados na "teoria do dominó", ou seja, de que um Estado após outro cairia nas mãos do comunismo. Na Guerra das Malvinas, o Reino Unido luta contra a Argentina pela posse das ilhas Malvinas e das ilhas Geórgia e Sandwich do Sul, pontos estratégicos de ligação entre os oceanos Atlântico, Pacífico e a Antártica. O expansionismo também ocorre na Guerra dos Seis Dias, quando Israel anexa as Colinas de Golã  , uma região de inegável valor geopolítico em função de suas nascentes de água. E, na Guerra do Golfo   , a principal causa do conflito é o controle das reservas de petróleo do Kuweit.

Alemanha

Principal potência econômica da Europa, a Alemanha  é um importante ponto de contato entre o Ocidente e o Leste Europeu. É berço de escolas políticas, filosóficas, de grandes músicos, escritores e artistas. Derrotada em duas guerras mundiais, a nação esteve dividida por 40 anos em Alemanha Ocidental e Oriental. A reunificação, em 1990, reforça seu papel como país-chave no cenário internacional, mas intensifica seus problemas econômicos. O país enfrenta em 1993 a maior recessão pós-II Guerra Mundial. Desde então, o governo tenta conter o déficit público e o desemprego – este atinge 12,2% da população ativa em janeiro de 1997, o maior índice desde os anos 30.
 FATOS HISTÓRICOS – Sua origem remonta ao século X a.C., quando tribos teutônicas se instalaram no atual território da Alemanha. A região é conquistada por Júlio César em 53 a.C. Com a desintegração do Império Romano , em 476, são criados vários reinos germânicos, consolidados pelo imperador franco Carlos Magno entre 772 e 802. Além de anexar a Saxônia, a Baviera, a Renânia e outras terras ao domínio do Sacro Império Romano, Carlos Magno converte os germânicos ao cristianismo. O domínio franco encerra-se em 911 com a eleição, pelos duques germânicos, de Konrad I, o primeiro rei da Alemanha. Em 962, Otto I torna-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Entre os séculos XI e XII, os domínios germânicos expandem-se a leste, mas as lutas entre príncipes e conflitos com o papado enfraquecem a centralização monárquica. A Reforma Protestante e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) contribuem para a manutenção da fragmentação política.
Unificação – Em 1815, com o fim das guerras napoleônicas, é organizada a Confederação Germânica, sob hegemonia da Áustria e da Prússia. Essa região tem vigoroso crescimento econômico a partir de 1834, com a criação de uma união aduaneira. As revoluções populares de 1848, marcadas pelo nacionalismo e por aspirações liberais, levam à formação do primeiro Parlamento germânico. Em 1862, Otto von Bismarck torna-se chanceler da Prússia, introduzindo um programa de desenvolvimento industrial e modernização do Exército. A unificação alemã  envolve guerras contra a Dinamarca (1864), Áustria (1866) e França (1870). Em 1871, Guilherme I é proclamado kaiser (imperador) do II Reich. A partir de 1880, o país conhece uma fase de expansão econômica e colonial. Sob Guilherme II, a Alemanha apóia o Império Austro-Húngaro contra a Rússia, o que leva o país à I Guerra Mundial . Com a derrota, a República é proclamada em 1919, na cidade de Weimar. O Tratado de Versalhes proíbe o rearmamento alemão, impõe perdas territoriais e pesadas reparações de guerra. A República de Weimar (1919-1933) vive grave crise econômica e social. A inflação dispara como resultado da emissão de moeda para pagamento das dívidas de guerra. Em 1924, o país reorganiza seu sistema monetário e estimula a indústria. Por cinco anos, a Alemanha vive em relativa paz e prosperidade, até que a crise mundial de 1929 a atinge. Milhões de desempregados juntam-se ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o partido nazista, liderado por Adolf Hitler .
Nazismo – Em 1933, Hitler torna-se chanceler e transforma a Alemanha em uma ditadura dominada pelo partido nazista. Inicia o rearmamento do país e suprime liberdades políticas e civis. Em 1938, a Áustria e os Sudetos, região alemã da Tchecoslováquia, são anexados por Hitler. A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, desencadeia a II Guerra Mundial. Com Itália e Japão, a Alemanha forma uma aliança militar conhecida como Eixo, que obtém vitórias expressivas entre 1940 e 1942. Os nazistas criam campos de concentração na Europa Oriental e eliminam milhões de oposicionistas, judeus, ciganos e homossexuais. A partir da derrota diante dos soviéticos na Batalha de Stalingrado, em 1943, o III Reich começa a ser expulso dos territórios ocupados. Tropas aliadas invadem a Alemanha em 1945. Em maio, o país rende-se incondicionalmente à URSS, aos EUA, o Reino Unido e à França. Pelos acordos de Yalta e Potsdam, a Alemanha é dividida pelos aliados: os ocidentais ocupam o oeste e a URSS, o leste. O país perde territórios para a Polônia e a URSS.
 Guerra Fria – Em 1949 são criadas a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental), socialista. No governo do primeiro-ministro democrata-cristão Konrad Adenauer, de 1949 a 1963, a RFA tem um período de prosperidade, principalmente em função da ajuda econômica norte-americana do Plano Marshall.
 A Alemanha torna-se o centro do conflito entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Em 1948, os soviéticos ordenam o Bloqueio de Berlim, que é rompido por uma gigantesca ponte aérea dos EUA. Uma revolta de trabalhadores em Berlim Oriental é esmagada pelo Exército soviético em 1953. Em 1955, a Alemanha Ocidental ingressa na Otan, a aliança militar ocidental. A Alemanha Oriental reage e adere, no mesmo ano, ao Pacto de Varsóvia, aliança militar liderada pela URSS . Em 1961, autoridades orientais constroem o Muro de Berlim para deter o fluxo de refugiados para o Ocidente.
 O processo de aproximação entre as duas Alemanhas inicia-se no final da década de 60, estimulado pelo chanceler ocidental Willy Brandt, do Partido Social-Democrata. Em 1973, RDA e RFA entram na ONU e reconhecem-se mutuamente no ano seguinte. Na Alemanha Ocidental, os democrata-cristãos voltam ao poder em 1982, com a eleição de Helmut Kohl, que substitui o social-democrata Helmut Schmidt.
 Queda do Muro de Berlim – O dirigente alemão-oriental Erich Honecker, no poder desde 1971, resiste à liberalização no bloco comunista, deflagrada em 1985 pelo dirigente soviético Mikhail Gorbatchov . Em 1989, milhares de alemães-orientais passam para a Alemanha Ocidental pelos territórios da Hungria e da Áustria. Em outubro, manifestações pró-democracia levam à substituição do linha-dura Honecker por Egon Krenz. Em novembro, a queda do Muro de Berlim  abre o processo de reunificação. São marcadas as primeiras eleições livres da RDA. Em 1990, a Aliança pela Alemanha, pró-unificação, vence as eleições; Lothar de Maizière é nomeado primeiro-ministro da RDA. Impulsionada por Kohl, realiza-se a unificação monetária (julho) e política (outubro) em 1990. O Exército alemão-oriental é extinto, o Parlamento unificado ratifica o Tratado da União e confirma Kohl no cargo de chanceler.
 Alemanha reunificada – O país paga um preço alto pela reunificação. A desmontagem do parque produtivo da parte oriental provoca desemprego maciço. Altas taxas de juro, fixadas pelo Bundesbank (banco central), causam recessão. Num clima social tenso, imigrantes sofrem atentados de grupos neonazistas. Em 1993, o Parlamento limita o direito de asilo político. Garantias sociais, que eram o orgulho da DGB – a mais forte central sindical da Europa -, são revistas em nome da competitividade da indústria alemã. Em 1994, Helmut Kohl e sua coligação de centro direita permanecem no poder: União Democrata-Cristã (CDU), União Social-Cristã (CSU) e Liberal-Democrata (FDP). Em maio de 1994, o Bundestag (Parlamento) elege Roman Herzog, da CDU, presidente. A economia cresce 1,9% em 1995, contra uma projeção de 2,9%. O governo propõe, em abril de 1996, um programa de austeridade com corte de benefícios previdenciários. Cerca de 350 mil pessoas saem às ruas, numa das maiores manifestações do pós-guerra. Embora os protestos continuem, o projeto é aprovado em setembro.
 Em novembro de 1996, o Parlamento anuncia que Bonn manterá funções governamentais depois do retorno da capital legislativa para Berlim, em 1999.
 Adoção da moeda única – No início de 1997, o déficit público mantém-se acima dos 3% do PNB, máximo admitido como pré-condição para os países da União Européia (UE) adotarem a moeda única (euro) em 1999. Em fevereiro, Kohl propõe aumento de impostos como saída para o rombo orçamentário de cerca de US$ 10 bilhões e um novo corte na Previdência. O mês de março de 1997 é marcado por greves e protestos contra a política recessiva e de redução dos gastos públicos.
 Em abril, a justiça alemã responsabiliza o governo do Irã pelo assassinato, ocorrido em Berlim, em 1992, de quatro oposicionistas curdos. A decisão provoca uma crise diplomática e a retirada dos embaixadores da UE (exceto Grécia) de Teerã. Ainda em abril, Helmut Kohl admite que irá candidatar-se ao quinto mandato, nas eleições de outubro de 1998. Em maio, o total de desempregados no país atinge a marca de 4,36 milhões, recorde desde a II Guerra Mundial.
 Durante reunião da UE em Amsterdã, Países Baixos, em junho, Kohl cede à exigência do novo governo socialista da França e assina documento sobre a coordenação das políticas econômicas européias visando combater o desemprego. Em setembro, a neonazista União do Povo Alemão quase consegue representação no Parlamento de Hamburgo (4,9% dos votos), enquanto o vencedor Partido Social-Democrata mostra o pior desempenho em meio século (37%). Em agosto, o ex-líder da Alemanha Oriental Egon Krenz é condenado pela justiça a seis anos e meio de prisão. Krenz é acusado de quatro dos 900 assassinatos de alemães-orientais que tentaram fugir para o Ocidente, escalando o Muro de Berlim .



CEI

1.      A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é criada em dezembro de 1991 e integra 12 das 15 repúblicas que formavam a  União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).  Ficam de fora apenas os três Estados bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Sediada em Minsk, capital de Belarus, organiza-se em uma confederação de Estados - preservando a soberania de cada um. Sua estrutura abriga dois conselhos: um formado pelos chefes de Estado, que se reúnem duas vezes ao ano, e outro pelos chefes de governo, que se encontram de três em três meses.
 No ato de criação, a comunidade prevê a centralização das Forças Armadas e o uso de uma moeda comum: o rublo. Na prática, porém, as ex-repúblicas não chegam a um consenso de integração político-econômica.
 Tensão separatista é constante em alguns países da CEI, como a Geórgia e a Federação Russa, e há disputa pelo controle do arsenal nuclear da ex-URSS. Duas ex-repúblicas, em particular, têm aprofundado o processo de integração: Federação Russa e Belarus assinam um tratado de cooperação em abril de 1996. Um ano depois, novo acordo estabelece a adoção de política externa, econômica e militar unificadas e de sistema legal comum.
 Membros – Armênia , Belarus , Cazaquistão , Federação Russa , Moldávia , Quirguízia , Tadjiquistão , Turcomênia , Ucrânia , Uzbequistão , Azerbaidjão (1991) e Geórgia  (1993). Azerbaidjão  entra formalmente para a CEI em 1993, quando seu Parlamento ratifica a decisão.
 Endereço – 220000 Minsk, Kirava 17, Belarus.

A POPULAÇÃO E O ESPAÇO URBANO
Introdução
Na zona rural a paisagem é mais ou menos marcada pelos elementos do meio natural: a influência do solo, do clima, da declividade do relevo, a presença de água e vegetação. A população vive dispersa em pequenos sítios.
No meio urbano a população se concentra num espaço totalmente humanizado e dedica-se às atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços.
1- A produção da cidade moderna
As cidades industriais do século XIX
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, originou profundas alterações na forma e na função da cidade. A indústria se multiplicava nos países europeus e nos Estados Unidos, onde vivia grande parte dos trabalhadores urbanos. As lojas se instalavam nas ruas mais movimentadas, a fim de atrair um número cada vez maior de consumidores. As residências passaram a ser construídas de modo caótico, nos poucos espaços que sobravam entre as fábricas  rodovias, não haviam espaços para o lazer e o ar era muito poluído devido ao carvão utilizado nas indústrias. O nascimento da indústria originou cidades insalubres, isto é,  ouco saudáveis, marcadas pela aglomeração dos pobres em pequenos quartos de cortiços, a população não tinha acesso à água tratada e nem rede de esgotos.
A cidade no século XX e o planejamento urbano As pesquisas e projetos nessa área se avolumaram e constituíram uma área de estudo, o urbanismo. As primeiras iniciativas resultaram em bairros residenciais dotados de excelente infra-estrutura arborizados e ajardinados. As cidades planejadas deveriam Ter largas avenidas e um sistema viário eficiente, permitindo o trânsito rápido. A cidade de Brasília é o exemplo mais completo e bem acabado desse tipo de planejamento, que também foi adotado na implantação de cidades dos Estados Unidos. França, Inglaterra, Israel e Japão.
2- As interações urbanas contemporâneas
Formadas por um conjunto hierarquizado de cidades com tamanhos diferentes, onde se observa a influência exercida pelos centros maiores sobre os menores. A hierarquia urbana se estabelece a partir dos produtos e dos serviços que as cidades tem para oferecer. Nos países desenvolvidos, as redes urbanas são mais bem estruturadas.
As ricas metrópoles contemporâneas
As metrópoles correspondem a centros urbanos de grande porte: populosos, modernos e dotados de graves problemas de desigualdades sociais. A concentração populacional amplia a oferta de mão-de-obra e, desse modo, atrai investimentos produtivos que contribuem para o desenvolvimento da indústria. A metrópole lidera a rede urbana à qual está interligada e exerce uma forte influência sobre as cidades de menor porte, podendo transformar-se num pólo regional, nacional ou mundial.
Conurbações: as cidades se aproximam
Quando os limites físicos das cidades estão muitos próximos, formam-se conurbações. Vista do alto, a conurbação tem o aspecto de uma grande mancha urbana, ou seja, um conjunto de espaços urbanizados que engloba mais de uma cidade.
Nas megalópoles, o retrato da modernidade
A megalópole não é uma mega-metrópole, mas uma conurbação de metrópoles, nelas as regiões rurais estão quase ausentes.
3- Os principais problemas urbanos atuais
Um dos mais graves problemas é a habitação. Como os imóveis mais baratos em geral são os mais distantes do centro da cidade, a população passa a morar cada vez mais longe do local de trabalho. Em conseqüência disso a população por não ter um transporte coletivo digno vai trabalhar com seus próprios automóveis causando muito trânsito, poluição do ar, poluição sonora e até mesmo dos rios.
4- A urbanização mundial
Os países mais desenvolvidos
No século XIX, a urbanização foi mais intensa nos países que realizaram a Revolução Industrial e que constituem hoje países desenvolvidos. A partir do século XX, o ritmo de urbanização diminuiu nesses países. No pósguerra, a concentração humana e a elevação do poder aquisitivo das populações dos países mais desenvolvidos produziram um grande aumento do consumo de bens e serviços, que favoreceu a expansão do setor terciário da economia. Com o desenvolvimento da tecnologia industrial , a produtividade aumentou e as necessidades de mão-de-obra se reduziram. Parte da população ativa no setor secundário foi para o setor. Depois de 1980 os setor terciário e a prestação de serviços aderiram aos avanços tecnológicos da informática.
Os países subdesenvolvidos
O século XX se caracterizou pela urbanização dos países subdesenvolvidos. O ritmo se acelerou a partir de 1950, devido ao aumento das taxas de crescimento populacional. A industrialização, formaram-se grandes
cidades, com maior disponibilidade de emprego, conforto e ascensão social. A industrialização adotou um padrão tecnológicos muito mais moderno do que o utilizado pelas indústrias do século XIX, o que resultou na criação de menos empregos. Nessas cidades existe o setor terciário informal – aquelas atividades
não regulamentadas, como a dos camelôs e biscateiros – cresce mais que o formal. A maior parte da população ainda vive na zona rural.
A urbanização na África
Na África a maior parte da população vive na zona rural, pois as atividades agrárias predominam na estrutura econômica de quase todos os países do continente. Os países da África são os que apresentam as taxas de urbanização mais elevadas entre os países menos desenvolvidos. Seus habitantes possuem uma renda anual inferior a 370 dólares. A urbanização africana ocorreu quando houve um grande aumento do consumo mundial de matérias-primas, combustíveis fósseis e produtos agrícolas.
A urbanização na Ásia
A Ásia, é o continente mais populoso do mundo, não tem uma tradição urbana. A população ainda é predominantemente rural. Vivem com uma enda como a dos africanos, inferior a 370 dólares por ano. A urbanização ocorreu com a oferta de trabalho das indústrias dos tigres asiáticos.
5- A globalização da cidade
Com a globalização, surgem as metrópoles mundiais e tecnopolos. É nessas metrópoles que se concentram grandes capitais, profissionais qualificados e tecnologia. O papel de metrópole mundial adquiriu tamanha importância na atualidade que passou a ser a meta perseguida por muitas cidades desenvolvidas.
Os tecnopolos, por sua vez correspondem a centros urbanos que abrigam importantes universidades, instituições de pesquisa e os principais complexos industriais, onde se desenvolvem tecnologias avançadas e pesquisas científicas.

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